CÂMERA, 2000-2001, ocorre dentro de um armário "abrigo" com as paredes que vedam o interior ao olhar, onde um performer, nu e submetido a escassez de espaço, executa movimentos mínimos que só podem ser acessados pelo fruidor (transformado em voyeur) pelas imagens retransmitidas por uma pequena câmera acionada por ele, que determina que ângulos e vestígios do corpo serão vistos. O corpo torna-se junção de fragmentos muitas vezes sem possibilidade de identificação. Não há mais sentido de dimensão ou contexto. Ver Olho e Felizes para sempre.

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