A instalação LUZ SEM LUZ, 2004, propõe um paradoxo. E propõe o exercício do óbvio. Se ao olho é dado ver e, à luz, a função de tornar visível, entre essas duas operações existem incontáveis gradações, (disso todos nós sabemos). Esta é uma caixa preta. Como desdobramento de "Dupla Exposição", tal caixa preta é revelada por fachos de luz operada, em três estágios: no primeiro, pelo observador, ao acionar a luz nas caixas, onde performers atuam pautados por ela (como Beckett ensina); pelo acaso em um segundo, onde a luz é texto que circula no espaço escuro; e, no terceiro, em três pequenos monitores que apresentam a narrativa circular do performer fechando janelas que se abrem e se fecham e... Janelas dentro de outras janelas... Ver Dupla Exposição.

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