NADA – MEU QUINTAL É MAIOR QUE O MUNDO – ATO I, 2011, foi a primeira fase do projeto Nada, realizado no Pavilhão de Vidro do Centro Cultural Banco do Brasil, Brasília/DF. Idealizada pelo Coletivo Irmãos Guimarães, a iniciativa partiu da discussão sobre a relação entre palavra e imagem na arte contemporânea. O projeto, de caráter multidisciplinar, trata a obra do poeta Manoel de Barros como propulsora de relações entre a poesia e outras linguagens artísticas.

No Ato I, foram realizados diálogos com pesquisadores convidados, assim como leituras de textos e poesias de Manoel. O objetivo desses encontros foi proporcionar um espaço de convivência e discussão crítica entre criadores, pesquisadores e a comunidade brasiliense.

 

 

Leituras realizadas

 

Poesias de Manoel de Barros

com Camila Pitanga, Cássia Kiss Magro, Leandro Menezes, Michelly Scanzi e Miwa Yanagizawa

 

 

Palestras realizadas

 

Histórias Contadas pela Arte Contemporânea

com Maria Helena Bernardes (ARENA-RS)

Reflexão sobre a participação da narrativa nas artes visuais, revendo as apropriações da palavra pelo Cubismo e Futurismo e a ambicionada hegemonia do texto almejada pelo Conceitualismo no pós-guerra. A partir daí, será examinada a participação da narrativa nas artes visuais na década de 2000-2010, que aproximam narrativa e imagem em uma perspectiva não analítica.

 

Desdito – O Silêncio

com Marília Panitz (crítica de arte e curadora independente)

O estatuto da palavra na arte contemporânea como apontamento do vazio, ambíguo convívio entre o convite à narrativa e resistência à sua tradução por um discurso verbal. Palavra e imagem situam-se como letra. Ambas porém desencadeiam a produção de metalinguagem. O silêncio da obra demanda o texto crítico com abertura para a fala poética.

 

Manoel de Barros: Contaminações e Delírios Verbais

com Maria Adélia Menegazzo (UFMS-MS)

A recusa das noções consensuais do bem acabado e da ordem mostra como o poeta dialoga com as outras artes, delas se apropriando e deixando-se contaminar. Deriva daí uma poesia que maneja a invenção e propõe um modo singular de ser coisa, de ser nada, de ser leitor.

 

Duas Linguagens Múltiplas e Complementares

com Eduardo Moreira (Grupo Galpão)

Diferenças e complementaridades entre as interpretações no teatro e no cinema, a partir de experiências vividas pelo grupo Galpão – o "cinema instantâneo", desenvolvido por Sérgio Penna e o documentário "Moscou", dirigido por Eduardo Coutinho.