Parte do projeto multimídia homônimo, PRIMEIRO NOME, 2011, é um conjunto de dez videoperformances. As cinco primeiras apresentam ações realizadas pelos performers a partir de um fragmento de Cem anos de solidão, de Gabriel García Márquez. As outras cinco se constituem em relatos de experiências de diálogos estabelecidos pelos performers com os procedimento de determinados artistas. A fala no vídeo "incorpora" o artista interlocutor:

- em diálogo com Sophie Calle... Apartamentos desocupados recebem a visita da performer, que passa horas ali. Escreve uma carta ao futuro morador e deixa-lhe um presente. Discretamente... em algum lugar escondido. Anônimo;

- em diálogo com Francis Alÿs... O performer faz um percurso de    35 km a pé, de sua casa à universidade - percurso diário feito normalmente sobre rodas - aqui é um teste aos limites e o estabelecimento de um outro olhar, documentado com fotos e anotações; 

- em diálogo com Joseph Kosuth... O Performer vai a Biblioteca Nacional para uma pesquisa que visa à elaboração de dois verbetes: realidade e ficção;

- em diálogo com Angélica Liddell... Depois de uma experiência (que não sabemos qual é) que durou exatos 768 dias, a performer colhe 768 seixos do lago. Cada pedra é costurada a um vestido que, quando pronto é vestido por ela e levado ao lugar da colheita das pedras. Lá, a performer vai cortando o pedaço do tecido que envolve cada uma das pedras, de forma a devolvê-las ao lago.

. em diálogo com Elida Tessler... Elida vai a Dublin (cidade que não conhecia) e segue o James Joyce  de Ulisses, primeiro lendo o livro no local de sua concepção e depois seguindo o itinerário joyceano. Aqui, a performer escolhe uma cidade onde nunca havia estado antes. Lá compra Sonhos de Franz Kafka. Hospeda-se então, à maneira do sonho, no quarto 17 do hotel; recolhe 17 fragmentos do livro; relata 17 sonhos que são enviados para as 17 primeiras pessoas de eventos de sua vida - 1º médico, a mãe, o 1º namorado e etc.).

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